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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

FHC visita Lula no hospital onde está Marisa Letícia

Com Informação de Leonardo Medeiros
Ex-primeira dama está sem aparelhos desde que foi detectado ausência de atividade cerebral 
Agência Estado

FHC foi ao hospital Sírio-Libanês prestar solidariedade a LulaRicardo Stuckert
Fernando Henrique Cardoso visitou na tarde desta quinta-feira (2) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no hospital Sírio-Libanês, onde a ex-primeira-dama Marisa Letícia, de 66 anos, encontra-se internada sem atividade cerebral, em São Paulo. FHC chegou no meio da tarde acompanhado do ex-ministro da Justiça José Gregório.
Quando a ex-mulher de FHC morreu, em junho de 2008, o ex-presidente Lula compareceu ao velório da antropóloga Ruth Cardoso. Políticos e ex-ministros acompanham o ex-presidente Lula e sua família no Sírio-Libanês. Estavam no hospital os ex-ministros Guido Mantega, Fernando Haddad, Miguel Jorge e Alexandre Padilha.
Durante a manhã, chegaram os senadores petistas Lindbergh Farias, Gleisi Hofmann e Humberto Costa. Mais cedo, a ex-presidente Dilma Roussef divulgou nota de pesar.
Desde que Marisa foi internada, Lula recebeu apoio não apenas de seus aliados. Adversários no campo político também prestaram solidariedade nos últimos dias. O presidente Michel Temer ligou para Lula no primeiro dia de internação de Marisa.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), e o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), também entraram em contato com Lula.
Marisa Letícia está sem aparelhos desde que os médicos detectaram na manhã desta quinta a ausência de atividade cerebral da mulher de Lula


















quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Dilma Vana Rousseff, estadista

Dilma toma posse em janeiro de 2011 não em companhia de um primeiro-cavalheiro, mas da filha Paula
Dilma Vana Rousseff toma posse em janeiro de 2011 não em companhia de um primeiro-cavalheiro, mas da filha Paula
Em 2010, a tradicional família brasileira foi submetida à traumática experiência de ter de aceitar, pela primeira vez, a eleição de uma mulher para a presidência da República. A porção tradicionalista, reacionária, machista e misógina do país não pôde evitar o ato consumado. Mas reagiu de pronto, de duas maneiras iniciais.
De chofre, o sempre ditatorial partido da imprensa conservadora providenciou uma série de denúncias de corrupção contra o governo de Dilma Vana Rousseff. Ela reagiu prontamente, demitindo ministros suspeitos, um após o outro. Desconcertado, o partido da imprensa misógina entrou de sola com sua segunda ação, rotulando a presidentA (que jamais chamou de presidentA) de “faxineira”.
Diante do fracasso da primeira estratégia, a segunda manteve oculto o tiro no pé. A suposta diminuição da presidentA à condição habitualmente subalterna de “faxineira” escondeu, mal e porcamente, o fundo misógino, racista e classista da reação dos reacionários. A existência, anos mais tarde, do filme Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert, seria um dos calmos revides à primeira onda misógina antiDilma, aquela que pretendia “reduzir” a presidentA, mandatária máxima, a subserviente e obediente “faxineira”.
A estudante Jessica (Paula?) e a faxineira Val (Dilma?), mulheres protagonistas de "Que Horas ela Volta?"
A estudante Jessica (Paula?) e a faxineira Val (Dilma Vana?), mulheres protagonistas de “Que Horas ela Volta?”
A reação submergiu diante da competência da “faxineira”. Dilma viveu um primeiro mandato presidencial estranhamente tranquilo. Por vezes até governou em paz, enquanto o partido da imprensa inconformada mirava flechas de curare em Luiz Inácio Lula da Silva, o pai da filha política, pai da própria mãe. Embora estranhássemos, todas nós sabíamos que o partido da imprensa reacionária não hibernava. Mais cedo ou mais tarde, mostraria suas garras.
Aconteceu em 2014. A fúria reativa ergueu uma montanha durante a campanha de reeleição da que não deveria ter sido eleita, matando o suposto esquerdista Eduardo Campos e ressuscitando a suposta mulher Marina Silva, entre outras “façanhas” grotescas, tudo para não permitir a recondução da que não deveria ter sido conduzida.
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Marina Silva solta os cabelos para Aécio Neves da Cunha, ao consumar apoio ao próprio algoz no segundo turno da eleição de 2014
O plano deu certo, num primeiro momento: a mulher beijada Marina serviu de escada subserviente para que o homem beijoqueiro Aécio Neves (uma nulidade política) ascendesse ao segundo turno e usurpasse a noiva (a República). Mas a montanha não conseguiu eleger o camundongo.
Com capa falsificada da Veja e tudo, deu tudo errado. A mulher que nem deveria ter sido eleita terminou reeleita, frustrando o minucioso golpe de recaptura do controle do país pelo partido do empresariado machista-católico-regressista.
Dilma Vana Rousseff toma posse outra vez em janeiro de 2015, outra vez ao lado da filha Paula
Dilma Vana Rousseff toma posse outra vez em janeiro de 2015, outra vez ao lado da filha Paula
Aí a misoginia começou a enlouquecer, anabolizada pelo fato de que o assalto havia conseguido estreitar a margem de vitória e, assim, encolher o poder de fato da re-escolhida. A direita golpista agradeceu silenciosamente, sem muita gratidão, à esquerda antiDilma, ao partido do muro eterno, à blogosfera regressista, às cada dia menos femininas marias-vão-com-os-outros. A redução da margem de poder era boa, mas estava longe de ser suficiente para quem apostara tudo na derrota ainda “legítima” e “institucional” da bruxa inimiga.
A nação de meninos mimados emburrados começou a vir à tona. O reacionarismo começou a virar hospício. Os machos reacionários dupla e tripla e quadruplamente perdedores soltaram o pino.
Dois segundos depois da reeleição, havia gente (não só na direita e no partido da imprensa escravagista, mas até mesmo na chamada blogosfera macho-progressista) garantindo que a reeleita não tomaria posse, não conseguiria governar, não teria um minuto de paz, não governaria.
Dito e feito.
A guerrilha de desgaste foi, pouco a pouco, se transformando em guerra aberta, político-jurídico-midiática. Me abstenho de relembrar o último ano e quatro meses, que está nítido nas nossas memórias de sofredoras.
Corto para o dia em que Dilma deixou o vice decorativo Michel Temer cuidando da casa e viajou para o coração do GOLPE, Nova York, para discursar na Organização das Nações Unidas: 22 de abril de 2016, aniversário de 516 anos do “descobrimento “do BraZil.
Dilma Vana fala sobre o clima
Dilma Vana fala sobre o clima na convenção sobre o clima
Serena. Calma. Tranquila. Ponderada. Controlada. Moderada. Para alívio momentâneo da direita hidrófoba e surto automático de esquerdas misóginas que desde janeiro de 2011 não confiam um milímetro em seu governo, Dilma não usou a tribuna internacional para desvio de rota, pedido esmolambado de socorro ou plataforma de chororô. Agiu como a estadista que, dia após dia, noite após noite, tem revelado ser.
Na serenidade da resistência em fogo brando, expôs mais uma vez o descontrole do partido da imprensa golpista (de direita e de esquerda e de centro) e do partido da Fiesp (Federação das Indústria de São Paulo = Rede Globo), o PCO, Partido do Crime Organizado.
Não importa um milímetro que a revista-panfleto Istoé xingue Dilma e a difame como louca furiosa. A cada dia, mais gente (sobretudo gentes de gênero feminino) compreende quem é que está louco, furioso, descontrolado, em combustão espontânea: são os (predominantemente) machos que até hoje não se conformaram nenhum segundo sequer com a eleição da eleita e reeleita.
Coisas estranhas acontecem enquanto Dilma esbanja serenidade e maturidade diante da brutal ameaça de assalto ao símbolo que é, de violência anti-institucional e de estupro à figura que representa. Brinquemos de fazer listinha.
Michel Temer se comporta como estadista para garantir a vaga de Dilma em não-eleição indireta
Michel Temer se comporta como estadista para garantir a vaga de Dilma em não-eleição indireta
Candidato a usurpador, o vice-presidente golpista da República sai de carro semi-escondido, descabelado, esbugalhado, esquecido de plantar pancake no rosto betuminoso.

Biografia de Dilma Rousseff


Dilma Rousseff (1947) é uma política brasileira. Ex-presidente da República do Brasil, a primeira mulher eleita para presidir o país. Foi ministra da Casa Civil do governo de Lula no período de 2005 a 2010.
Dilma Vana Rousseff (1947) nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, no dia 14 de dezembro de 1947. Filha de Péter Russév, imigrante cúlgaro, que virou Pedro Rousseff e da professora Dilma Jane Silva, nascida em Resende, Rio de Janeiro. Iniciou seus estudos no Colégio Nossa Senhora do Sion. Cursou o ensino médio no Colégio Estadual Central de Minas Gerais.
Na adolescência, interessou-se por ideais socialistas. No período do regime militar, que durou entre os anos de 1964 a 1985, atuou na luta armada em movimentos revolucionários como o COLINA-Comando de Libertação Nacional, o VAR-Palmares-Vanguarda Armada Revolucionária Palmares. Foi presa pela Operação Bandeirante (Oban) e pelo DOPS-Departamento de Ordem Política e Social. Cumpriu pena e foi solta. Em 1977 graduou-se em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Dilma Rousseff entrou para a vida política no estado do Rio Grande do Sul atuando pelo PDT-Partido Trabalhista do Brasil. Entre 1985 e 1988, foi Secretária da Fazenda do Governo Municipal de Porto Alegre. No início dos anos 1990 atuou como presidente da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul. Em 1993 tornou-se secretária de Energia, Minas e Comunicações do Rio Grande do Sul, no governo de Alceu Colares. De 1999 a 2002, foi Secretária de Minas e Energia do governo daquele estado. Em 2001, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), quando esse era presidido por Luís Inácio Lula da Silva.
Depois da vitória de Lula nas urnas, Dilma Rousselff era uma das mentoras do plano de governo do PT na presidência. Atuou como ministra de Minas e Energia até 2005, quando aconteceu o escândalo do "Mensalão", o que abalou o governo. O então ministro da casa civil, José Dirceu, envolvido no escândalo, teve que renunciar. Dilma Rousseff assumiu o cargo.
No período entre 2005 e 2010, Dilma Rouseff foi preparada por Lula para candidatar-se a sua sucessão, o que acabou ocorrendo em 2010, sendo a primeira mulher eleita para presidente, da história do Brasil. Em 2014, Dilma foi reeleita para o mandato de 2015/2018.
Em 2015, em meio às investigações da “Operação Lava-Jato”, pela Polícia Federal, vários integrantes do governo foram presos e o país entrou em uma grave recessão. O povo foi às ruas pedir a saída da presidente. No dia 2 de dezembro de 2015, a Câmara dos Deputados aceitou um dos pedidos de impeachment contra a presidente, acusada de crime de responsabilidade fiscal. No dia 17 de abril de 2016 a Câmara dos Deputados votou e aprovou o pedido com 367 votos favoráveis e 137 contrários.
No dia 12 de maio de 2016, o processo foi aprovado pelo Senado com 55 votos favoráveis e 22 contrários, obrigando a presidente a se afastar do cargo durante 180 dias, período em que o processo passará pelo julgamento final. Nesse período, o vice-presidente Michel Temer passa a exercer o cargo, como presidente interino. No dia 31 de agosto de 2016, o Senado Federal aprovou o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, que deixou definitivamente o cargo.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Assistir Roberto Carlos no Programa do Jô | Entrevista Completa - 10/12/2016

"Assistir Roberto Carlos no Programa do Jô"

Jô Soares e Roberto Carlos protagonizaram uma cena emocionante na madrugada deste sábado. Na despedida do seu programa, que acaba no fim deste ano, o apresentador derramou muitas lágrimas durante a conversa com o Rei.
O momento mais emocionante foi quando Roberto Carlos cantou para Jô a música "Amigo", que compôs para Erasmo Carlos. "Era para eu cantar essa música em pé, mas não faz sentido cantar longe de você", disse o cantor, que ficou sentado ao lado do apresentador. O Rei ainda confessou que vai sentir falta de Jô em suas madrugadas.

Nas redes sociais, muitos telespectadores contaram que também ficaram emocionados durante a entrevista. ‏O Roberto Carlos e o Jo Soares choraram e eu tambem chorei", escreveu @Idolo_de_mim. E @ehmonte acrescentou: "Carlos no Jô Soares... Simplesmente deslumbrante... Magnífico... Emocionante... Divino!"

O Programa do Jô está na última temporada. Para marcar sua despedida, o apresentador presta homenagens a celebridades que considera especiais. Faustão é um dos convidados de peso, que sentou pela primeira vez em um dos sofás mais badalados da TV. Jô também bateu um longo papo com o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa.

Para a alegria dos fãs, é pouco provável que Jô Soares se afaste de vez da telinha. Dizem por aí que ele deve assinar contrato com um canal pago.

domingo, 3 de abril de 2016

Assistir Lula é ovacionado por multidão em Fortaleza na Praça do Ferreira 02/04/2016

forta
Publico, abaixo, a íntegra do discurso do ex-presidente Lula que reuniu 6o mil pessoas hoje em Fortaleza. Sébado, dia da família, muita gente perdeu a transmissão ao vico – eu, inclusive – e não viu o mar de gente a quem Lula disse que, caindo a liminar de Gilmar Mendes no Supremo, na próxima quinta-feira será o Ministro da Casa Civil para “ajudar Dilma a mudar: “Tem que dar a volta por cima, mudar a economia, gerar emprego e renda pra essas pessoas”, disse. 
Além do texto, coloquei ao final um pequeno vídeo que ajuda a ter ideia da multidão que compareceu ao ato, na Praça do Ferreira.
O discurso:
Mesmo se não tivesse esse ato aqui, só a chuva que Deus mandou a partir de ontem já valeria a pena estar aqui no Ceará.  Não é todo dia que a gente vê o chão molhado, o agricultor dando risada.
Estou estranhando um pouco o que tá acontecendo no nosso País. Completei 70 anos de idade. Vivo nesse País fazendo política há 50 anos e nunca vi o clima de ódio estabelecido agora neste País. Parece que neste País tem duas coisas: aqueles que amam a democracia, aqueles que gostam de fazer política, que são do PT, do PCdoB, das centrais sindicais, e aqueles que são contra nós. Aqueles que têm as revistas, os jornais, a televisão, que são na verdade os responsáveis por esse clima de ódio que está estabelecido neste País.
Eu, querido Camilo, fui oposição a vida inteira. Perdi três eleições seguidas e vocês nunca viram eu chamar o PT pra ir pra rua, pra derrubar governo,  agente fazer manifestações pra que esse País não desse certo. Na verdade, essa gente que vinha pra rua, tentando usar verde e amarelo, pra dizer que são brasileiros, precisava ter trabalhado o tanto que nós trabalhamos. 
Esse povo que está aqui, que está na rua, é um povo trabalhador, ordeiro, que paga suas contas. E é um povo que quer apenas que eles respeitem a coisa mais elementar, que é universal, que é o direito ao voto popular que elegeu a Dilma.
E eu às vezes fico vendo televisão, as revistas e os jornais e fico me perguntando por que tanto ódio? Será que é ódio porque a empregada doméstica passou a ter direito neste País? Porque filho de pobre negro da periferia passou a fazer universidade nesse País? Porque em apenas 12 anos geramos 22 milhões de empregos neste País? Será que é ódio porque durante 12 anos todos os trabalhadores organizados tiveram aumento de salário? Porque nós criamos o FIES e colocamos milhões de jovens na universidade? Por causa do Pronatec, das escolas técnicas, do programa de aquisição de alimentos, do Minha Casa Minha Vida, do Bolsa-família, do aumento do salário mínimo/ Eles precisam explicar por que tanto ódio da primeira mulher que governa este país.
E resolveram tentar encontrar uma via fácil pra derrubar a nossa presidenta.
Foi só a Dilma começar a andar de bicicleta, e eles inventaram de começar a tentar cassar ela por causa de uma pedalada. 
Ninguém aqui é Pra ter impeachment tem que ter base legal, tem que ter crime de responsabilidade. E a companheira Dilma e o seu governo não cometeram nenhum crime de responsabilidade. Por isso defender o impeachment é ser golpista, neste instante neste País.
Queria que todos prestassem atenção ao que está em jogo neste instante, que nós já vimos em 1964. Não é tentar derrubar a Dilma com um golpe pra colocar alguma coisa melhor. Olha quem tá pretendendo governar este País. Olha se eles têm alguma preocupação com o social deste País. Eles não querem governar este País pra aumentar salário mínimo, pra garantir piso dos professores, pra garantir o Bolsa-família e reajuste anual, pra garantir que as pessoas mais pobres tenham direito. Incomoda eles, sim, que o nosso povo frequente a mesma praça que eles, o mesmo restaurante, vá no mesmo cinema ou no mesmo teatro. E o que mais incomoda a eles é o pobre querer andar de avião agora. 
Na verdade, eles não aprenderam a dividir os espaços públicos com o povo brasileiro. E vou dizer uma coisa pra vocês, pelo carinho que eu tenho pelo povo do Ceará, porque venho aqui há muito tempo fazer campanha. Eu passei minha vida inteira acreditando que era possível mudar este País.  Às vezes eu deitava na cama e perguntava pra Marisa: será que vamos conseguir mudar este País? E eu tinha na minha cabeça uma coisa: eu não posso trair o meu povo.
A solução do nosso País foi encontrada quando nós vimos que o povo não era problema; era a solução desse País. Uma mulher pobre com cem reais faz muito mais por esse povo do que um rico com um bilhão, que pega lá no BNDES. Eles não sabem o benefício que a gente faz quando a gente resolve fazer com que todas as pessoas possam subir um degrau na escala social. Eles pensavam que pobre não gostava de coisa boa. O que incomoda a eles é um presidente nordestino, que não tem diploma superior, ter sido o presidente que mais fez universidade neste País.
A coisa mais sagrada da minha vida foi carregar o orgulho e dizer no mundo inteiro o que a gente fez neste País. 
Quando a gente fez o Bolsa-família, eles diziam que era esmola.
Eles perceberam que a gente tava trazendo doutor pro Nordeste, fazendo pesquisa pro Nordeste.
Eles não admitem que a gente tenha feito em 12 anos mais escola técnica do que eles fizeram em 100 anos. Colocado mais jovens na universidade que eles colocaram num século.
Eu soube que ontem nessa cidade encheram de outdoor contra o Lula. Eu não fico com ódio não. Aos 70 anos eu já tô pensando que o homem tá me chamando. O dinheiro que essas pessoas gastaram com outdoor pra falar mal de mim, deveriam ter vergonha na cara e fazer outdoor dizendo o que eu fiz pelo Nordeste brasileiro e o que eu fiz pelo Ceará. 
Pode pegar a história pra saber se um presidente da República em qualquer momento colocou no Ceará 30% do que eu coloquei em oito anos de mandato.
Se tudo der certo, e a Suprema Corte aprovar, quinta-feira eu estarei assumindo a Casa Civil do governo. E vou dizer por que que eu aceitei, depois de muito tempo. É porque eu tô convencido, acredito nisso como acredito em Deus, que este País tem que mudar, tem que dar a volta por cima, mudar a economia, gerar emprego e renda pra essas pessoas. 
É todo dia se falando em corte neste País. Em crise. Precisamos falar em crescimento, desenvolvimento e investimento neste País.
Volto pra ajudar a companheira Dilma, andar de mãos dadas com ela e com vocês, pra vir aqui inaugurar a Transposição das Águas do Rio São Francisco. 
O nordestino é bom por isso. a gente nasce e se não morre até cinco anos de idade cria um couro tão duro que não tem nada que a gente não possa fazer.
Eu tava pensando que eu ia descansar na minha vida, mas eu não vou deixar, junto com vocês, não vou permitir que haja golpe. E queria fazer aqui nesta praça um apelo aos deputados federais. A melhor maneira de chegar ao poder é disputar eleições, ganhar eleições. Eu sou a experiência disso. Perdi muitas eleições, e quero que eles aprendam isso.
Temer é um constitucionalista, um professor de Direito. Ele sabe que o que estão fazendo é golpe. e sabe que isso vão cobrar é do filho dele, do neto dele amanhã, porque a coisa mais vergonhosa de chegar ao poder é tentar encurtar o mandato de uma mulher com a seriedade e a qualidade da presidente Dilma Rousseff. 
Quero agradecer a vocês. Vim aqui e volto pra São Paulo hoje mesmo, mas se for necessário volto pra cá.
Eu queria que vocês lessem a ideia deles sobre economia. E que os deputados que defendem eles lessem também. Não vai ter mais garantia de dinheiro pra educação e pra saúde e pra políticas sociais, como é hoje, que está garantida na Constituição. A gente não pode diminuir dinheiro pra educação, pra saúde. Eles agora querem que a cada ano o Congresso discuta o que vai pra educação, pra saúde, pra política social. Não querem mais o reajuste anual do salário mínimo. E nós já vivemos isso, gente. Momentos em que o governo não reajustava nem a inflação do salário mínimo. Já vivemos a briga que nós vivemos pra aprovar o salário do professor, que é uma vergonha. Todo mundo fala bem do professor, minha professorinha, mas na hora do salário não querem. Querem que o professor receba um salário que não dá pra dar comida à família.
Querem que este País tenha um retrocesso.
Pelo que eu estou vendo, se depender de vocês eles vão ter que esperar as eleições de 2018 pra disputar o governo deste País. 
Eu só tenho uma coisa nesta vida de compromisso: é com o povo deste País. Eu faz dois anos que tô sendo vítima dos maiores ataques que um ser humano foi vítima. Todo santo dia. Eles já criaram um apartamento pra mim que não é meu, e eu quero convidar todos vocês, no dia que for meu. Eles já inventaram uma chácara que não é minha, e quando ela for minha vocês vão visitar minha chácara. Inventaram até um barco de quatro mil dólares. Parece o Lady Laura. É um verdadeiro iate Eu nem vou em Angra com meu iate, pra não competir com Roberto Carlos. Ou seja, já inventaram de tudo.
Nós vamos garantir a governabilidade da Dilma, porque este País não pode voltar atrás.
Nós sabemos como era o Ceará, como era Pernambuco, a Paraíba e o Rio Grande do Norte quando eles estavam no governo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Domingo Show Isaias do Arrocha canta e emociona o Brasil 31/01/2016 Completo

"Assista  Isaias do Arrocha Completo"
Um garoto humilde, de apenas 13 anos e de origem pobre, emocionou o Brasil neste domingo (31/01). A matéria exibida neste domingo no Programa “Domingo Show”, apresentado por Geraldo Luis, na Rede Record contou a história de “Isaias do Arrocha”, um cearense, de Caririaçu, na região do Cariri, no interior do estado que como muitos outros sertanejos sonha em se tornar cantor profissional e ter seu talento reconhecido nacionalmente.

Isaias ao lado de Geraldo Luis. FOTO: ARQUIVO PESSOAL / ISAIAS DO ARROCHA.
Isaias ao lado de Geraldo Luis. FOTO: ARQUIVO PESSOAL / ISAIAS DO ARROCHA.

Iasias do Arrocha ficou conhecido nacionalmente após um vídeo simples, gravado em um canto da parede de sua humilde casa, viralizar na internet e atingir mais de 12 milhões de visualizações no Facebook.

Seu Pedro, pai de Isaias é um dos grandes incentivadores do garoto. Já seu irmão mais velho, José, vendedor de panelas é quem acerta os shows do garoto em Caririaçu e regiões vizinhas. Isaias perdeu sua mãe a cerca de um ano, e como ele mesmo diz, canta pra ela, pois sua mãe sonhava em vê-lo um dia cantando e fazendo sucesso. Isasias é o caçula dos treze filhos de seu Pedro.

Após a exibição da matéria, Isaias foi chamado por Geraldo Luis para cantar ao vivo no palco do programa e o garoto não fez feio, ao interpretar um dos maiores sucessos do cantor Pablo, ídolo de Isaias, “Porque homem não chora”. Pablo inclusive gravou um recado para o menino, dizendo ter ficado feliz por saber que Isaias se espelha nele e desejou sorte ao jovem talento caririense.

Isaias do Arrocha n opalco do "Domingo Show". FOTO: ARQUIVO PESSOAL / ISAIAS DO ARROCHA
Isaias do Arrocha n opalco do “Domingo Show”. FOTO: ARQUIVO PESSOAL / ISAIAS DO ARROCHA
 Ao final, Isasias do Arrocha foi presenteado com instrumentos musicais: guitarra, baixo, teclado e caixa de som, por exemplo. Já o seu irmão, José ganhou uma moto zero quilômetro.

"Veja as Fotos"




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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Presidente Lula faz 70 anos hoje, Parabéns Lula, conheça a história de “Lula é um gênio do povo”

Lula. Um gênio na arte de fazer política,  reconhecido internacionalmente, temido e odiado pelas elites preconceituosas que tentam por todas as formas retirá-lo da vida pública. Quer queiram ou não, escreveu seu nome na história política e social deste país.Parabéns guerreiro. O melhor aniversário para a mais especial das pessoas, nesta data querida de seu aniversário

Feliz aniversário.Feliz 2018!

A Origem

O sertanejo é antes de tudo um forte. Cunhada pelo escritor Euclides da Cunha, a frase parece se ajustar à personalidade de Lula desde seu nascimento. Nordestino, pobre, sétimo filho de um casal de lavradores analfabetos, Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 1945 numa casa de dois cômodos e chão de terra batida no Semiárido pernambucano. Sem luz, água encanada, banheiro ou sapatos, o menino tinha 7 anos quando montou num pau-de-arara e, cumprindo a sina de milhares de outros brasileiros, "despencou" para o sul-maravilha com a mãe e os irmãos, a fim de reencontrar o pai, que havia retirado semanas antes de Lula nascer, em busca de uma vida melhor longe da seca e da miséria. Instalado no litoral paulista, Lula começa a trabalhar ainda criança, no cais de Santos, para ajudar nas despesas de casa. Ambulante aos 8 anos e engraxate aos 9, vira ajudante de tinturaria no início da adolescência, quando muda-se para São Paulo com a mãe, agora separada do pai, e os irmãos solteiros. Conclui o ginásio e, empregado numa metalúrgica aos 14 anos, é admitido no curso técnico de torneiro mecânico do Senai.
1949, retrato com irma Garanhuns.Lula criança ao lado da irmã.
O Brasil avança com a lufada desenvolvimentista promovida pelo presidente Juscelino Kubitschek. A região do ABC, na Grande São Paulo, torna-se a mais industrializada do país, atraindo algumas das principais metalúrgicas do mundo, como as motadoras Scania e Volkswagen. Sertanejo e forte, Lula é um dos muitos migrantes nordestinos a se instalar no chão da fábrica e fazer da metalurgia a sua profissão. Ele tem 17 anos quando perde o dedo mínimo da mão esquerda num acidente de trabalho, em 1963, e 18 por ocasião do golpe militar, em 1964. O fim das liberdades democráticas, a disseminação da censura e a instalação do aparato repressivo coincidem com um longo período de retração da economia, acompanhada de desemprego, abusos trabalhistas e inflação.
Lula jovem.Lula jovem.
Ainda fascinado com o tamanho e as possibilidades da cidade grande, uma realidade muito melhor do que a da seca de Pernambuco, Lula é convencido por um irmão, militante do então clandestino Partido Comunista Brasileiro, a frequentar reuniões no sindicato. Pela primeira vez, trava contato com as agruras da classe trabalhadora e aprende expressões como arrocho salarial, caristia e fundo de greve. Negociador habilidoso, é convidado a ocupar uma vaga de suplente na diretoria do sindicato que viria a ser eleita no início de1969, inaugurando assim sua trajetória de líder sindical.

A Atividade Sindical

A vida continua a impor desafios a Lula e cobra um preço alto. "Vai melhorar", ele ouve constantemente de sua mãe, Dona Lindu. Torneiro mecânico e suplente da diretoria do sindicato, Lula se casa aos 23 anos. Dois anos depois, perde a mulher, grávida de oito meses, vítima de uma hepatite agravada por uma anemia e pela negligência dos profissionais de saúde que a atenderam. O filho, um menino, também não resiste. Para driblar a depressão, mergulha no trabalho e, habilidoso, é convocado a assumir um cargo na diretoria do sindicato, trocando pela primeira vez o turno na fábrica por uma sala na sede da entidade. Elaborado o luto pela morte de Lourdes, volta a frequentar bares e festas e engata um namoro atrás do outro. Com Miriam Cordeiro, uma das namoradas, tem a primeira filha, Lurian. Casa-se pela segunda vez, com a também viúva Marisa Letícia, com quem teria três filhos (Lula também registraria o enteado Marcos, filho de Marisa que não chegou a conhecer o pai biológico). Em 1975, antes de completar 30 anos, é Lula quem assume a presidência do sindicato.
Lula e Marisa.Lula e Marisa.
A segunda metade dos anos 1970 é caracterizada pela radicalização dos movimentos reivindicatórios da classe trabalhadora. Uma vez reprimida violentamente toda forma de oposição à ditadura, do movimento estudantil às organizações armadas, passando pela cassação de parlamentares e proibição de partidos, a atividade sindical vira uma espécie de ponta de lança da contestação, atraindo o entusiasmo e a solidariedade de militantes de esquerda que já não encontravam espaço para atuar em suas áreas de origem, da Igreja à Universidade. Entre 1978 e 1980, Lula comanda greves gerais que assumem proporções impensáveis, firmando-se como o maior nome da oposição no cenário político do país. Em 19 de abril de 1980, é preso e passa 31 dias na cadeia. (https://www.youtube.com/watch?v=_lDcpLOlKu8) Libertado, retoma a atividade sindical e política. Fundar um partido para conquistar espaço nas esferas decisórias, tanto no Executivo quanto na formulação de leis mais justas para os trabalhadores, torna-se uma meta, uma missão inevitável.
1980, Lula fichado no DOPS.1980, Lula fichado no DOPS.

A Trajetória Política

Surge o maior e mais importante partido político da redemocratização. Concebido no cotidiano de lutas do movimento sindical, o PT é prontamente apoiado e influenciado por intelectuais, religiosos, artistas, estudantes e militantes egressos da luta armada. Lula é seu primeiro presidente. Em pouco mais de duas décadas, sua presença incisiva e quase onipresente como porta voz dos trabalhadores, e principal líder da oposição, deixaria marcas importantes no modelo de democracia instalado no país. Nesse período, foi provavelmente o principal articulador e incentivador da Central Única dos Trabalhadores, cuja diretoria não pôde integrar em razão da atividade política partidária; organizou um comitê supra-partidário em prol das eleições diretas e promoveu o primeiro grande comício das Diretas Já, ainda em 1983; foi o deputado federal mais votado do Brasil em 1986; atuou na formulação da Constituinte, garantindo a inclusão de direitos civis e sociais como o direito à greve, a licença-maternidade de 120 dias e a redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais; epor muito pouco não foi eleito o primeiro presidente da República após 29 anos sem eleições diretas.
Nos anos 1990, esteve à frente do Instituto Cidadania, no qual foram formuladas algumas das mais significativas políticas públicas implementadas na década seguinte, como o Fome Zero, e presidiu o PT na campanha pelo Impeachment de Collor e por ocasião da implementação de algumas das mais importante CPIs do período, como a que denunciou a violação do painel do Senado, em 1991, e o escândalo dos anões do Orçamento, em 1993. Ao longo dos oito anos de administração de Fernando Henrique Cardoso, fez oposição à política econômica recessiva, à manipulação do câmbio de modo a manter a moeda artificialmente forte, à compra de votos em troca da aprovação do projeto de lei que garantiu o direito à reeleição, em 1997, e à mal gestão do dinheiro público em programas como o Proer, de recuperação de instituições financeiras, e em privatizações de empresas como a Vale, leiloada por um preço bem abaixo do que de fato valia. Após três campanhas eleitorais frustradas, Lula foi finalmente eleito presidente da República em 27 de novembro de 2002.

A Presidencia da República

Lula é o primeiro operário a instalar-se como inquilino no Palácio do Alvorada. Seus dois governos são marcados principalmente pela implementação bem sucedida de programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família, e de acesso dos mais pobres a linhas de crédito, salários mais altos, geração de empregos e melhor qualidade de vida em educação (Prouni, 14 universidades criadas...), moradia (Minha casa, minha vida), infra-estrutura e saneamento (Luz para Todos, Programa de Aceleração do Crescimento) e outros. A relação do governo com a população ganha uma outra qualidade, com a realização de mais de 70 conferências nacionais e a abertura sistemática do Palácio do Planalto a diferentes grupos da sociedade civil organizada. Reeleito para um segundo mandato, Lula realiza o feito inédito de eleger sua sucessora, Dilma Rousseff, e chega ao final do governo com recorde de popularidade: sua administração é aprovada por 87% da população em dezembro de 2010, diz o Ibope. As estatísticas de desemprego e de famílias abaixo da linha de pobreza são as menores desde o início dessas medições.
Caravana da Cidadania passa pelo Vale do Ribeira em 1995.Transmissão da Faixa

Pós- Presidência

De volta ao Instituto Cidadania, agora convertido em Instituto Lula, mas ainda instalado no mesmo endereço em que estava antes do governo, no bairro paulistano do Ipiranga, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assume uma agenda internacional de chefe de estado, realizando palestras e promovendo seminários em diversos países. A integração da América Latina e o combate à fome na África estão entre as novas prioridades do Instituto, bem como a elaboração de estratégias capazes de promover o crescimento econômico sem sacrificar a justiça social, a distribuição de renda, o desenvolvimento e o consumo. Em 2012, Lula supera um câncer na laringe que fora diagnosticado no ano anterior. E, desde junho de 2013, publica um artigo mensal, distribuído a dezenas de países pela agência de notícias do diário americano New York Times.
Lula fazendo a barba.Marisa Letícia faz a barba de Lula após a descoberta da doença.