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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Senado aprova MP que reestrutura Empresa Brasil de Comunicação

O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (14), a Medida Provisória 744/2016, que reformou a estrutura administrativa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). As principais modificações foram a transformação do antigo Conselho Curador em Comitê Editorial, voltado para a definição da programação, e a aprovação pelo Senado do diretor-presidente da instituição.A matéria segue para sanção.
A extinção do Conselho Curador era um dos itens mais controversos da MP, editada pelo presidente Michel Temer em 2 de setembro. Para integrantes do governo, o órgão estava partidarizado, o que atrapalhava sua atuação de forma isenta. Para os alinhados ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff, o Conselho Curador é peça-chave na gestão de uma TV pública que garanta a representação dos interesses da sociedade na programação. A substituição do conselho pelo comitê editorial foi uma tentativa de encontrar consenso, disse o relator, senador Lasier Martins (PSD-RS).
Enquanto o órgão extinto contava com 22 representantes da sociedade civil e do governo, o comitê editorial terá 11 membros, sem direito a pró-labore, e tem a função de deliberar sobre os planos editoriais propostos pela diretoria executiva para os veículos da EBC, assim como sobre alterações na linha editorial da programação.
Cabe ainda ao novo órgão propor a ampliação do espaço dedicado a pautas sobre o papel e a importância da mídia pública no contexto brasileiro; convocar audiências e consultas sobre os conteúdos produzidos; e formular mecanismo de aferição permanente da audiência da EBC.
Lasier Martins disse que a medida provisória diminui custos e dá mais eficiência a uma empresa que, segundo ele, “é importante para o governo e para o Brasil, mas precisa de novos métodos de controle, de acompanhamento e de fiscalização quanto aos gastos”.

Composição

Pelo texto, o comitê editorial terá como integrantes membros indicados por entidades representativas da sociedade, mediante lista tríplice, e designados pelo Presidente da República.
Haverá um representante de cada um dos seguintes setores: emissoras públicas de rádio e televisão; cursos superiores de Comunicação Social; setor audiovisual independente; veículos legislativos de comunicação; comunidade cultural; comunidade científica e tecnológica; entidades de defesa dos direitos de crianças e adolescentes; entidades de defesa dos direitos humanos e das minorias; entidades da sociedade civil de defesa do direito à comunicação; cursos superiores de Educação; e empregados da EBC.
Os membros do comitê terão mandato de dois anos, vedada à recondução, e suas determinações deverão ser observadas obrigatoriamente pelos órgãos de administração da empresa.
Em caso de descumprimento, o comitê poderá acionar a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado, que intercederá junto à direção da EBC.
Antes da MP, o Conselho Curador tinha quatro ministros de Estado; um representante indicado pelo Senado e outro pela Câmara dos Deputados; um representante dos funcionários, escolhido na forma do estatuto; e 15 representantes da sociedade civil, também indicados na forma do estatuto.

Desaparecidos

Outra novidade do parecer em relação à MP é a determinação de os serviços de radiodifusão pública explorados pelo Poder Executivo veicularem informações da base de dados do Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, como fotografias de pessoas desaparecidas. A divulgação será diária e por no mínimo um minuto, entre as 18 horas e as 22 horas. A medida foi sugerida pelo senador Cristovam Buarque (PPS-DF) por meio de emenda  acolhida pelo relator, senador Lasier Martins.

Conselho de Administração

No Conselho de Administração da empresa, o relatório de Lasier Martins inclui novos membros: um indicado pelo ministro do Planejamento; um representante indicado pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; um membro representante dos empregados da EBC; e dois membros independentes, indicados na forma da lei de dirigentes das estatais (13.303/16).

Diretoria executiva

Em relação à diretoria executiva, cuja nomeação pelo presidente da República incidia apenas sobre o diretor-presidente e sobre o diretor-geral, o texto aprovado estabelece que também dos quatro diretores serão nomeados pelo chefe do Executivo.
O relatório manteve a prerrogativa estabelecida pela MP de o presidente da República demitir o diretor-presidente da empresa a qualquer momento. Antes da medida provisória, o diretor-presidente tinha mandato fixo de quatro anos e só poderia ser destituído pelo conselho curador. Pelo relatório, o diretor-presidente terá que passar por sabatina do Senado.
Antes da nomeação do diretor-presidente pelo Presidente da República, seu nome deve ser referendado pelo Senado Federal.

Fim da comunicação pública

Parlamentares da oposição se posicionaram contra a proposta ressaltando que ela é um golpe à comunicação pública e independente do Brasil. O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que nenhum país desenvolvido abre mão da comunicação pública, já que, somente ela pode dar à população a possibilidade de se informar dentro daquilo que não está considerado como um interesse comercial ou dentro da grade das emissoras que concorrem nos espaços privados.
— É mentira que se tratava de um aparelho da esquerda: quantos jornalistas renomados, quantos programadores culturais renomados sem qualquer vinculação com o PT nem com a esquerda fizeram parte do seu conselho curador para que pudéssemos ter transparência, para que pudéssemos ter controle social? – disse.
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) lamentou a votação de uma matéria que, segundo ela, é nociva à nação e à democracia. Vanessa ponderou ainda que a matéria não pode ser considerada como urgente, e essencial e, portanto, jamais poderia ter sido alvo de uma medida provisória.
— Poderia até ser um projeto de lei em que o Governo solicitasse a tramitação em regime de urgência, mas medida provisória não-destacou.
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que a desconstrução da EBC como empresa de comunicação pública faz parte de uma ofensiva para controlar tudo o que a sociedade lê, ouve e assiste. Segundo ela, o que está em causa é uma conquista democrática do país e não uma herança do governo Lula. Para Gleisi, a MP deu fim a uma empresa pública para criar a "TV Temer", para fazer propaganda do governo.
Já a senadora Lídice da Matta (PSB-BA) acusou o governo Temer de promover perseguição aos jornalistas que foram contrários ao impeachment de Dilma, ao estilo do macarthismo americano, nos anos 50.

Custo

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirmou que a EBC onera o bolso do cidadão, já que tem um custo de mais de R$ 600 milhões por ano. O senador ressaltou que a empresa tem mais a finalidade de ser cabide de empregos do que de prestar serviços e melhorar a qualidade de vida da população. Para ele, esse dinheiro poderia estar sendo utilizado em áreas mais importantes como saúde e educação.
— Na verdade o que nós precisamos é de uma medida provisória fechando a EBC. O Senado Federal, diante de um momento de crise grave, precisa não só fazer uma revisão nessas 41 estatais que foram criadas pelos governos do PT, mas também buscar um verdadeiro saneamento, uma verdadeira limpeza, produzindo com isso a diminuição dos gastos públicos — disse.
Já o senador Magno Malta (PR-ES) rebateu o argumento de que a EBC tinha caráter público no governo anterior. Para ele, a emissora era aparelhada pelo PT e não apresentava uma programação isenta de interesses partidários.
Com informações da Agência Câmara
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Resumo da ópera, Uma encenação de 500 anos chega ao último ato e o resultado é o caos absoluto em que mergulhamos


O governo de Michel Temer premia a mídia nativa por sua notabilíssima contribuição ao êxito do golpe de 2016. Tenho lido, aliás, da lavra até de praticantes do jornalismo honesto, ou da boca de dignos cidadãos, que se trata de golpe parlamentar. Permito-me observar que a definição é incorreta: parlamentar, sim, mas também judicial, midiático e policial.
A gratidão de Temer em relação aos barões midiáticos e seus sabujos confirma o estado de exceção em vigor. Neste começo de 2017, farta publicidade governista inunda os órgãos da comunicação jornalística, a começar pelas revistas semanais ditas de informação, melhor seria de propaganda. CartaCapital é excluída. Obviamente, já que os golpistas, com indiscutível coerência, fazem o que bem entendem.
CartaCapital já passou por situação similar durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, reputado até hoje democrático. No comando da estrutura chamada a administrar a publicidade governista, Andrezinho Matarazzo esmerou-se ao ignorar CartaCapital. Cheguei a ter saudades, então, ao menos deste ponto de vista, dos tempos da ditadura.
Democrático foi o comportamento dos governos Lula e Dilma, que não esqueceram quem quer que seja. Por 14 anos a mídia foi de oposição feroz ao governo, e dizer oposição é licença poética, porque amiúde não hesitou, a bem dos seus propósitos sempre golpistas, em omitir, inventar ou mentir para colocar Lula antes, Dilma depois, em dificuldades aos olhos do público. Já estavam a ensaiar sua participação decisiva no golpe de 2016.
Talvez surpresos pelo súbito comparecimento de publicidade governista nas páginas de CartaCapital, diversos escribas a serviço da casa-grande deram para defini-la como revista chapa-branca, embora houvesse publicações muito mais recheadas. Tive de constatar, por exemplo, que a quinzenal Exame da Editora Abril, dedicada ao business, recebia mais publicidade governista do que a nossa semanal de política, economia e cultura.
Às vezes me ocorreu perguntar aos meus intrigados botões se tanto Lula, quanto Dilma, não seriam democratas demais no tratamento reservado a quem os denegria sistematicamente. Responderam: “Cristãos”. De todo modo, de nada adiantou oferecer a outra face e deu no que deu. Ou seja, neste Brasil que finalmente chegou ao resumo de uma ópera de 500 anos.
O golpe precipitou o País em um beco sem saída, jamais conheceu crise igual, política, econômica, social, moral e intelectual. Institucional. O Estado está falido, os poderes da República não existem, há uma destruição por dentro, uma implosão irreparável.
É como se o momento de caos absoluto condensasse toda a prepotência, toda a irresponsabilidade, toda a insensibilidade, toda insensatez, todos os desastres provocados pela inextinguível casa-grande ao longo de 500 anos de história. Até a conciliação das elites tornou-se instituição falida, os graúdos digladiam-se entre si em busca de um prêmio impossível, o poder extinto pela total ausência de comando.
O Brasil é hoje o perfeito resultado do desmando secular. A se olhar para trás, percebe-se que não poderia haver outro desfecho. Nisso tudo, a perseguição de Michel Temer a CartaCapital é algo de somenos, mesmo porque de figuras como o professor de Direito Constitucional disposto a rasgar a Constituição por outros comportamentos seria estulto esperar.
O que mais dói é a impossibilidade de imaginar o futuro enquanto semeiam-se insatisfação, desencanto, medo, ódio. Neste exato instante, só se oferecem à fácil previsão o recrudescimento da criminalidade e o fortalecimento de uma organização sólida e bem estruturada para o mal como o PCC, assunto de capa desta edição.

Da Carta Capital

terça-feira, 23 de agosto de 2016

TV Senado AO VIVO, Congresso Nacional - Sessão Conjunta - 23/08/2016

"TV SENADO AO VIVO"

Esclarecimentos sobre as transmissões ao vivo na TV Senado

A cobertura das atividades legislativas e eventos ocorridos no Senado Federal e no Congresso Nacional obedece ao Ato da Comissão Diretora do Senado Federal nº 21, de 2009, que estabelece a ordem de prioridade para cobertura e transmissão ao vivo da TV Senado, combinado com o Artigo 107 do Regimento Interno, que determina o dia e a hora das reuniões das comissões. O objetivo desta medida é estabelecer critérios para escolha da atividade parlamentar a ser exibida ao vivo, tornando-a menos subjetiva e passível de influências editoriais ou políticas.
A TV Senado transmite, via internet para todo o país e por TV Digital para Brasília e cidades do entorno, o sinal ao vivo de até oito eventos que estejam acontecendo simultaneamente no Senado Federal. Quando, em obediência às normas acima citadas, o sinal de um evento que está sendo transmitido em canal aberto é substituído por outro, aquele que estava ao vivo continua sendo transmitido pela internet e pela TV Digital.
A TV Senado divulga ao vivo todas as mudanças que são feitas e indica onde o telespectador poder continuar acompanhando o evento que estava sendo transmitido na programação normal.
O acesso ao sinal da TV Senado via internet é feito pela página da emissora no endereçwww.senado.gov.br/tv. O link "NO AR" dá acesso à página na qual é possível escolher as reuniões de Comissão ou a sessão de Plenário que estejam em transmissão ao vivo pelos canais 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8.
Em Brasília e nas cidades do entorno, o sinal da TV Senado é transmitido em formato digital pelos canais 51.1, 51.2, 51.3 e 51.4. Todas as reuniões de Comissões e Sessões Plenárias realizadas no Senado Federal podem ser retransmitidas ao vivo por emissoras de todo o país e portais de internet que se interessarem pelo evento. O sinal é fornecido gratuitamente pela TV Senado.
Vídeos com os discurso dos senadores na tribuna do Plenário e trechos das reuniões são publicados diariamente na página da emissora na internet e difundidos via redes sociais como Twitter, YouTube, Google+ e Facebook. Cópias em DVD da íntegra das reuniões podem ser solicitadas à Central de Cópias do Senado pelo endereçostelaq@senado.gov.br ou pelo telefone (61) 3303 3900.
Os textos e áudios das reuniões das comissões podem ser acessados em:
http://www.senado.leg.br/atividade/comissoes/sessao
Os textos das sessões plenárias podem ser acessados em:
http://www.senado.leg.br/atividade/plenario/sessao
Esclarecimentos adicionais podem ser obtidos pelo email tv@senado.gov.br, ou pelos telefones:
  • 0800-612211
  • (61) 3303-1559
  • (61) 3303-2022

sexta-feira, 29 de julho de 2016

A integra da Defesa de Dilma contra o Golpe "Confira"

- A defesa da presidente eleita Dilma Rousseff entregou, nesta quinta-feira (28), na Comissão Processante do Impeachment no Senado, os documentos com as alegações finais do processo. A peça, com cerca de 500 páginas, foi entregue pelo ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, um dos advogados da defesa de Dilma.
“É uma peça que sintetiza todas as provas que foram reunidas ao longo desse período: testemunhas, perícias, prova documental. Tudo aquilo está sintetizado, e é feita uma análise das duas denúncias”, explicou Cardozo. Segundo o advogado, na peça da defesa também foram abordados vários fatos que surgiram ao longo desse processo. “Um deles, muito importante, foi a proposta de arquivamento que o Ministério Público Federal fez relativamente ao inquérito que tratava das pedaladas.”
Cardozo mostrou-se confiante na possibilidade de os senadores absolverem Dilma.
"Se for um julgamento justo, mesmo político, a absolvição é clara, não há prova nenhuma", afirmou o advogado.
Ele acrescentou que há a possibilidade de a presidente fazer sua própria defesa no julgamento final do processo de impeachment, que ocorrerá no Plenário do Senado, sob o comando do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.
"Eu só acho que o relator, o senador Anastasia, vai ter muita dificuldade em cumprir a ordem do partido dele, talvez ele cumpra. Mas vai ter muita dificuldade, porque é difícil dizer que exista alguma situação que permita a sustentação, com validade, desse impeachment", disse.
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) informou que senadores que apoiam Dilma entregarão um voto em separado à Comissão de Impeachment, em contraponto ao voto que será apresentado pelo relator na Comissão do Impeachment, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).
A senadora disse ainda que vai requerer que a comissão colha o depoimento do procurador da República Ivan Claudio Marx, que determinou o arquivamento da investigação criminal que apurava se o atraso nos repasses do governo ao BNDES, as chamadas “pedaladas fiscais”, configuraram crime. Gleisi Hoffmann afirmou que pedirá o depoimento do procurador antes da leitura do voto de Anastasia, que está agendado para a terça-feira (2).
As alegações finais da defesa de Dilma serão agora analisadas pelo relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que deverá apresentar seu parecer sobre o processo até o dia 2 de agosto, quando o relatório será lido na comissão processante.
Acesse aqui a íntegra das alegações finais. 

domingo, 29 de maio de 2016

Temer recebe Gilmar Mendes no Palácio do Jaburu

Mendes é relator no TSE do processo que analisa as contas da campanha da chapa da presidente afastada Dilma Rouseff e do seu vice e agora presidente interino

O presidente interino Michel Temer recebeu no Palácio do Jaburu, na noite deste sábado (28), uma visita do ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes.
Mendes é relator no TSE do processo que analisa as contas da campanha da chapa da presidente afastada Dilma Rouseff e do seu vice e agora presidente interino.
O ministro também assume na próxima terça-feira (31) a presidência da Segunda Turma do STF, que é responsável pelo julgamento da maioria dos inquéritos que investigam a participação de políticos no esquema investigado pela Operação Lava Jato.
Ele vai substituir Dias Toffoli, que teve seu mandato de um ano no comando da turma encerrado na última semana. Advogado-Geral da União nos últimos anos do segundo mandato do tucano Fernando Henrique Cardoso, Mendes é um frequente crítico do PT e das gestões do partido no governo federal.
A assessoria de Temer não soube dizer o motivo do encontro. A reportagem não conseguiu falar com a assessoria de Gilmar Mendes na noite deste sábado.

sábado, 28 de maio de 2016

Veja como votaram os senadores no processo do impeachment

O Senado aceitou, no início da manhã desta quinta-feira (12), o pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Foram 55 votos a favor e 22 contra. Um dos últimos senadores a tornar pública sua decisão, Fernando Collor de Mello (PTC-AL), que sofreu um processo de impeachment em 1992, votou contra a petista. Dilma deixa a Presidência um ano e quatro meses depois de assumir seu segundo mandato. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume interinamente. Veja como votaram os senadores:
A FAVOR (55)
Acir Gurgacz - PDT-RO
Aécio Neves - PSDB-MG
Aloysio Nunes - PSDB-SP
Alvaro Dias - PV-PR
Ana Amélia - PP-RS
Antonio Anastasia - PSDB-MG
Antonio Carlos Valadares - PSB-SE
Ataídes Oliveira - PSDB-TO
Benedito de Lira - PP-AL
Blairo Maggi - PR-MT
Cássio Cunha Lima - PSDB-PB
Ciro Nogueira - PP-PI
Cristovam Buarque - PPS-DF
Dalirio Beber - PSDB-SC
Dário Berger - PMDB-SC
Davi Alcolumbre - DEM-AP
Edison Lobão - PMDB-MA
Eduardo Amorim - PSC-SE
Eunício Oliveira - PMDB-CE
Fernando Bezerra Coelho - PSB-PE
Fernando Collor de Mello - PTC-AL
Flexa Ribeiro - PSDB-PA
Garibaldi Alves Filho - PMDB-RN
Gladson Cameli - PP-AC
Hélio José - PMDB-DF
Ivo Cassol - PP-RO
José Agripino - DEM-RN
José Maranhão - PMDB-PB
José Medeiros - PSD-MT
José Serra - PSDB-SP
Lasier Martins - PDT-RS
Lúcia Vânia - PSB-GO
Magno Malta - PR-ES
Marcelo Crivella - PRB-RJ
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Marta Suplicy - PMDB-SP
Omar Aziz - PSD-AM
Paulo Bauer - PSDB-SC
Raimundo Lira - PMDB-PB
Reguffe – Sem Partido-DF
Ricardo Ferraço - PSDB-ES
Roberto Rocha - PSB-MA
Romário - PSB-RJ
Romero Jucá - PMDB-RR
Ronaldo Caiado - DEM-GO
Rose de Freitas - PMDB-ES
Sérgio Petecão - PSD-AC
Simone Tebet - PMDB-MS
Tasso Jereissati - PSDB-CE
Valdir Raupp - PMDB-RO
Vicentinho Alves - PR-TO
Waldemir Moka - PMDB-MS
Wellington Fagundes - PR-MT
Wilder Morais - PP-GO
Zezé Perrella - PTB-MG
CONTRA (22)
Angela Portela - PT-RR
Armando Monteiro - PTB-PE
Donizeti Nogueira - PT-TO
Elmano Férrer - PTB-PI
Fátima Bezerra - PT-RN
Gleisi Hoffmann - PT-PR
Humberto Costa - PT-PE
João Alberto Souza (PMDB-MA)
João Capiberibe (PSB-AP)
Jorge Viana - PT-AC
José Pimentel - PT-CE
Lídice da Mata - PSB-BA
Lindbergh Farias - PT-RJ
Otto Alencar - PSD-BA
Paulo Paim - PT-RS
Paulo Rocha - PT-PA
Randolfe Rodrigues - Rede-AP
Regina Sousa - PT-PI
Roberto Requião - PMDB-PR
Telmário Mota - PDT-RR
Vanessa Grazziotin - PCdoB-AM
Walter Pinheiro – Sem partido-BA
AUSENTES (2)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
PRESIDENTE DO SENADO - NÃO VOTOU (1)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
NÃO VOTOU (1)
Delcídio do Amaral (sem partido-MS) foi cassado na noite do dia 10 e seu suplente, Pedro chaves, ainda não tomou posse

BOMBA! Áudio de senador do PMDB desmascara o golpe "Hélio José"

"SENADOR Hélio José"

Lula pede que STF reconheça legalidade de sua posse como ministro


  
Um dos objetivos, diz a peça, é que, ao analisar novamente a nomeação, o STF "reconheça" que o petista teve "o status de ministro de Estado" entre os dias 16 de março, data da sua nomeação, e 12 de maio, data na qual foi oficialmente exonerado, após o afastamento da presidenta Dilma Rousseff.

Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Lula, o objetivo dos embargos de declaração é restabelecer os "plenos direitos políticos de Lula", violados na liminar do ministro Gilmar Mendes, de 18 de março, que suspendeu a nomeação, atendendo provisoriamente aos mandados dos partidos de oposição.

"Os mandados de segurança não podem ser simplesmente encerrados, sem decisão de mérito, pois, além de ter ferido um direito de Lula, a liminar ofendeu a prerrogativa constitucional da presidenta da República, de nomear ministros livremente", diz o Instituto Lula.

"Além de ter ferido um direito de Lula, a liminar ofendeu a prerrogativa constitucional da presidenta da República, de nomear ministros livremente", afirma a assessoria de Lula.

A defesa de Lula demonstra que Mendes não poderia ter decidido sozinho (monocraticamente) pelo encerramento das ações, pois em 24/03/2016 o Plenário do STF havia definido que os mandados de segurança deverão ser julgados "em conjunto com os agravos regimentais em ADPF sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki".

O recurso também sustenta que, mesmo após a exoneração de Lula para o cargo de Ministro de Estado, ocorrida em 12/05/2016, o STF deve reconhecer a legalidade do ato de nomeação.

"O ex-presidente Lula não é réu e muito menos foi condenado em qualquer ação penal. Ele também está no pleno exercício de seus direitos políticos, pois ausente quaisquer das hipóteses do artigo 15 da Constituição Federal. Tal situação evidencia que não havia nenhum óbice jurídico para que Lula tivesse sido nomeado Ministro de Estado Chefe da Casa Civil. Este fato notório precisa ser oficialmente reconhecido pelo STF, não apenas para reconhecer os direitos políticos de Lula, mas em defesa da Constituição e do Estado de Direito", diz a assessoria de Lula.
 

 Do Portal Vermelho, com Brasil 247 e Terra

Dilma pode voltar, afirma Lula em entrevista à Telesur



Áudios mostram que PSDB, DEM e PMDB financiaram MBL em atos pró-golpe


Kim Kataguiri, um dos lideres do Movimento Brasil LivreKim Kataguiri, um dos lideres do Movimento Brasil Livre
Nos áudios divulgados pela reportagem do site Uol, que não informa a origem, revela que o MBL, liderado por Kim Kataguiri, negociou o apoio financeiro a atividades do grupo que se diz "suprapartidário". O grupo teria recebido para produção de impressão de folhetos, cartazes, camisetas e a organização de manifestações pelo impeachment.

As conversas apontam que o gabinete dos sem voto de Michel Temer, que agora ocupa a presidência, atuou para insuflar os atos golpistas. Isso porque Moreira Franco, braço direito de Temer, pagou pela produção de panfletos para o MBL por meio da Fundação Ulysses Guimarães, com o lema "Esse impeachment é meu".

Num dos áudios, Renan Santos, Renan Santos, coordenador nacional do movimento e filiado ao PSDB entre os anos 2010 e 2015, confirma como o movimento se articulou com os partidos da base de apoio do golpe.

"O MBL acabou de fechar com o PSDB, DEM e PMDB, uma articulação para eles ajudarem, ah também com a Força Sindical, que é o Paulinho... pra divulgar o dia 13 usando as máquinas deles também, enfim, usar uma força que a gente nunca teve", disse Renan, que também confirmou a autencidade dos áudios.

Por meio de sua assessoria, Moreira Franco disse que não se recordava se teria pago ou não pela impressão. Depois, negou que o pagamento tenha ocorrido e disse que nem ele nem o PMDB jamais trabalharam em parceria com o MBL.

Enquanto Moreira Franco nega ter feito pagamento dos materiais, o presidente da Juventude do PMDB, Bruno Júlio, confirmou que solicitou ao presidente da fundação, Moreira Franco, que custeasse os panfletos. Ele disse que o material foi pago pelo partido e entregue ao MBL.

Oficialmente, no entanto, o MBL não confirmou o custeio dos panfletos, se limitando a dizer apenas que o PMDB fazia parte da comissão pró-impeachment.

PSDB

Num áudio gravado dia 5 de maio, o secretário de Mobilização da Juventude do PSDB do Rio de Janeiro, Ygor Oliveira, dá detalhes sore a articulação para financiar a viagem, alimentação e hospedagem dos manifestantes do MBL para ato ocorrido dia 11 de maio em frente ao Senado, dia da votação do afastamento de Dilma pelo Senado.

O tucano explicava no áudio que tinham levantado os recursos e que o MBL ficou responsável apenas 50% das passagens, mas os financiadores que eles haviam articulado recuaram. "Não é maldade do MBL estar furando com o PSDB não. Houve uma questão dos financiadores declinares", explicou Ygor.

Apedar do ato ter ocorrido, Ygor disse que a "parceria com o MBL" acabou não dando certo. Já o MBL não negou nem confirmou.

Apesar de pregar o combate ao caixa 2 e criminalizar os atos dos movimentos sociais, acusando de uso indevido do dinheiro público, o caixa das organizações que atuaram pelo golpe são guardados como segredo de Estado. O Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua e Revoltados Online informam apenas que o dinheiro entra através de "doações de pessoas físicas e da venda de produtos".

O MBL, por exemplo, diz que o último ato realizado no dia 13 de março, gerou gastos de R$ 28 mil com caminhão, seguranças e publicidade no Facebook, entre outras despesas. No entanto, o volume de materiais e equipamentos sinalizam que o custe deve ser muito mais alto. Além disso, O MBL não apontou a origem da renda.

O valor citado também não refere-se ao total usado nas atividades do movimento, que incluem viagens a Brasília. Além disso, os fornecedores não são divulgados e as notas muito menos.

Para se ter uma ideia do montante, em Brasília o grupo fechou contrato com um carro de som para quatro dias ao custo de R$ 40 mil - superior aos R$ 28 mil citados - segundo o empresário que forneceu o equipamento, Rubens Dornelas.

Critico feroz do caixa 2 nas campanhas eleitorais, o Vem Pra Rua se negou a dar detalhes dos doadores. Rogério Chequer, porta-voz do movimento que já foi visto em restaurante com lideranças da oposição tucana, disse que as contribuições nem sequer passam por conta bancária, afirmando que a orientação aos colaboradores é que paguem diretamente aos fornecedores. O que diria o juiz Sérgio Moro sobre tal conduta?

Chequer disse ainda que não estão sujeitos às mesmas exigências de transparência do governo, pois não recebem dinheiro público. “Não recebemos de partidos políticos nem da Fiesp”, disse ele categoricamente.

O MBL é o único que tem cadastro de pessoa jurídica para receber doações, mas está registrado no nome de Stephanie Santos, irmã de Renan Santos, um dos líderes. Ela é proprietária do Movimento Renovação Liberal, uma associação privada.

Kim Kataguiri, outro coordenador do grupo, pede doações para sua conta bancária. Até agosto de 2015, ele disse que havia arrecadado R$ 17,7 mil via Paypal, R$ 10 mil em doações diretas e R$ 9 mil com a venda de camisetas.


Do Portal Vermelho

Globo admite conspiração para afastar Dilma, mas tenta preservar Temer


  
As evidências de que o pedido de impeachment se tratava de um golpe já se demonstravam pela falta de fundamento jurídico que caracterizasse crime de responsabilidade, como determina a Constituição. Dilma denunciou durante todo o processo a chantagem de setores ligados a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara dos Deputados, e as articulações conspiradoras de Michel Temer (PMDB-SP), que agora ocupa provisoriamente a presidência.

Enquanto a mídia brasileira endossava o golpismo, a imprensa internacional apontava que o afastamento da presidenta eleita com 54 milhões de votos se tratava de uma conspiração. Foi preciso uma confissão verbal gravada em áudio e vazada para a Globo dar cerca de 25 minutos de reportagem admitindo o golpe.

No diálogo com o presidente da Transpetro Sérgio Machado, Jucá afirma que a mudança do governo seria a única maneira de paralisar as investigações. Jucá defende que o afastamento de Dilma da Presidência da República é um passo para “delimitar” a Lava Jato “onde está” e diz que manteve conversas com outros partidos de oposição do governo Dilma para costurar essa aliança.

“Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. [...] Tem que ter impeachment. Não tem saída”, afirmou Jucá, que após a divulgação da gravação teve que deixar a pasta do Planejamento.

“Queriam, com um novo governo, eliminar o combate à corrupção que foi feito durante todo o meu governo. A gravação da conversa mantida pelo Senador Romero Jucá com o ex-senador Sérgio Machado deixa isto muito claro. Por esta razão, vamos usar sim na nossa defesa”, afirmou a presidenta Dilma.

Apesar do conteúdo revelador de Jucá, a edição do Jornal Nacional, de 23 de maio, foi factual e sem grande destaque para o assunto. Diferentemente do que costuma fazer com áudios dessa natureza. No caso do grampo ilegal da conversa entre Lula e Dilma, divulgado pelo juiz Sérgio Moro, as edições repetiam exaustivamente a conversa, apesar do conteúdo não caracterizar crime.

Na edição desta quinta (26), a Globo, assim como boa parte dos veículos tentaram camuflar a relação do conteúdo das gravações com a votação do impeachment, manobrando para dizer que o alvo era somente a Lava Jato. A narrativa ainda está ancorada na tentativa de preservar Temer.

A sequência dos áudios divulgados, no entanto, com Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-MA), demonstraram que a cúpula peemedebista, sem nenhuma dúvidas, atuou pelo afastamento da presidenta eleita e a ida de Temer ao Palácio do Planalto.

Nesta quinta (26), áudios inéditos mostraram que o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que teve acordo de delação premiada homologado pela Justiça nesta quarta-feira (25), manteve conversas com líderes do PMDB citando políticos do PSDB e DEM como parte de um grande pacto para afastar Dilma.

Machado, que já foi senador e líder do governo FHC em 1994, é o autor das gravações. Em conversa com Sarney, Machado disse que a única solução para a crise política era Dilma sair do poder.

Na gravação com Romero Jucá, na qual o parlamentar fala sobre o posicionamento do PSDB em relação ao processo de impeachment de Dilma. Jucá relata como teria convencido o PSDB a aderir ao impeachment, já que até então, os tucanos jogavam suas fichas na ação que moviam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que julga as irregularidades nas contas de campanha de Dilma e Temer.

Jucá disse que alertou que ninguém conseguiria ganhar eleição defendendo reformas necessárias, mas impopulares, para sair da crise econômica.

JUCÁ – Falar com o Tasso, na casa do Tasso. Eunício, o Tasso, o Aécio, o Serra, o Aloysio, o Cássio, o Ricardo Ferraço, que agora virou psdbista histórico. Aí, conversando lá, que é que a gente combinou? Nós temos que estar junto para dar uma saída pro Brasil (inaudível). E, se não estiver, eu disse lá, todo mundo, todos os políticos (inaudível), tão f***, entendeu? Porque (inaudível) disse: 'Não, TSE, se cassar...'. Eu disse: 'Aécio, deixa eu te falar uma coisa: se cassar e tiver outra eleição, nem Serra, nenhum político tradicional ganha essa eleição, não. (inaudível) Lula, Joaquim Barbosa... (inaudível) Porque na hora dos debates, vão perguntar: 'Você vai fazer reforma da previdência?' O que que que tu vai responder? Que vou! Tu acha que ganha eleição dizendo que vai reduzir aposentadoria das pessoas? Quem vai ganhar é quem fizer maior bravata. E depois, não governa, porque a bravata, vai ficar refém da bravata, nunca vai ter base partidária...' (inaudível) Esqueça!

Dilma

Esta semana, pelas redes sociais, Dilma reafirmou que a divulgação das gravações de diálogos do senador Romero Jucá reforça o argumento de que o processo do impeachment foi realizado com desvio de poder.

Dilma salientou que o diálogo explicitou que o processo de impeachment serviu para paralisar as investigações sobre corrupção da Operação Lava Jato e que essa informação será utilizada em sua defesa.

Como bem definiu o professor e jurista Dalmo Dallari, as gravações comprovam “toda uma atividade subterrânea minando a normalidade constitucional”. Resta, agora, ao Senado reestabelecer a normalidade constitucional.
 

Do Portal Vermelho, Dayane Santos

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Paulo Câmara enfrenta protesto de estudantes durante entrega de Escola Técnica em São Lourenço

Governador estava na Escola Técnica Eduardo Campos, em São Lourenço da Mata, e estudantes de um outra escola do município realizaram protesto para cobrar melhorias. PM tentou controlar o ato e entrou em confronto com grupo
Alunos bloquearam passagem do governador Paulo Câmara na saída da ETE. Eles cobram melhorias na escola deles / Foto: Guga Matos/JC Imagem
Alunos bloquearam passagem do governador Paulo Câmara na saída da ETE. Eles cobram melhorias na escola deles
Foto: Guga Matos/JC Imagem
Marcela Balbino
Estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Conde Pereira Carneiro, localizada em São Lourenço da Mata, foram protagonistas de um protesto contra o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, nesta sexta-feira (27).

Os alunos foram à inauguração da Escola Técnica Estadual (ETE) Governador Eduardo Campos, localizada no centro do município, e ao fim do evento se aproximaram do socialista para cobrar melhorias na unidade de ensino deles. O que era para ser uma cobrança de alunos acabou com violência policial.

Após o evento, um grupo de alunos se aproximou do governador para pedir atenção à escola deles. Eles reclamaram que todos os dias são servidos os mesmos pratos na merenda, disseram que os tablets prometidos não chegaram, que falta fardamento e as condições da quadra são péssimas. O aluno Gabriel Francisco de Souza, 17 anos, participou do ato e explicou que a intenção era obter do governador uma posição sobre a unidade de ensino.




Após uma breve reunião com os jovens, ele deixou alguns auxiliares para conversar com os estudantes e pegar as demandas. 

Ibope: confiança em Dilma cresce de 18% para 33%

Por Maurício Dias, na Carta Capital
A expectativa política no Brasil de hoje está ancorada na resposta para a seguinte pergunta: a presidenta Dilma voltará ao poder, ou não voltará, após sofrer um “golpe de Estado suave”, para usar a sublime avaliação sobre o tema feita recentemente pelo papa Francisco?
Não há milagre capaz de sustentar com segurança uma das duas respostas possíveis a essa indagação: não e sim. Nesta ordem. Em princípio, tudo parecia perdido para Dilma, assim como parecia certo para Temer, ganhar a oportunidade de completar o restante do mandato iniciado em 2015.
Antes mesmo de tropeços na ineficiência administrativa do governo provisório e das revelações escandalosas saídas das entranhas do PMDB, surgiu uma mudança importante no comportamento do eleitor favorável à presidenta afastada.
Não é indício. É fato revelado por pesquisa inédita do Ibope, realizada após a consumação do golpe.
“Dilma passou de 18% para 33% de confiança”, diz Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope, em econômica revelação dos resultados da pesquisa feita em meados de maio. Não foi feita avaliação do governo interino. 
Dilma teve crescimento de 15% comparado com números de duas outras pesquisas anteriores. A primeira, já divulgada, realizada em março, entre os dias 17 e 20, e a segunda, em meados de abril, de 14 a 18 (tabela). Esta última inédita.
Avaliação
As duas mostraram certa estabilidade no porcentual de confiança, mas ainda mantinham extremo o grau de desconfiança dos eleitores. Foram realizadas antes dos resultados da votação de admissibilidade do afastamento de Dilma na Câmara e no Senado.
Números da terceira pesquisa, de maio, indicam um impacto forte nos índices “confia”, para cima, e “não confia”, para baixo. A queda da desconfiança é expressiva. Caiu de 76% para 65%. Porcentuais ainda preocupantes. Projeta, porém, tendência de queda.
O resultado surpreende. Dilma, tudo indica, está em processo de recuperação política. A velocidade  do caminho será ditada pelo possível fracasso do governo provisório de Temer.
Montenegro tem algumas explicações. Ele sabe, no entanto, que o Brasil não está diante de um fenômeno e alerta para um “erro” cometido pela mídia. Ela punha o foco na baixa avaliação do governo. Destacavam o “bom e ótimo” que desceu a 8%. Quase no fundo do poço. Deixava de lado, no entanto, o porcentual da resposta “Regular”.
“Existe o regular positivo. Não se deu atenção a isso. Muita gente veio do regular”, diz Montenegro. Um erro politicamente premeditado. Inserido perfeitamente no contexto do golpe.
Montenegro medita sobre a relação do grupo de eleitores “criados” pela solidariedade à Dilma. “Ainda não sei em que proporção”, admite.
Resta agora aguardar as próximas pesquisas. Elas podem inquietar alguns senadores.

Movimentos sociais protestam contra Bruno Araújo no Recife 27/05/2016


Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Integrantes de movimentos sociais protestaram, na manhã desta sexta-feira (27), em frente ao escritório político do atual ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), na Avenida Agamenon Agamenon Magalhães, a mais movimentada do Recife. A manifestação foi contra a suspensão da construção de 35 mil unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida Entidades.
FONTE: Blog do Jamildo

O fim do Golpe. Michel Temer também foi gravado por Sérgio Machado


Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, também gravou Michel Temer.

Ainda não há detalhes sobre o teor da conversa, mas, ao que tudo indica, o encontro deve ter sido motivado pela conspiração do, agora, presidente interino contra a Presidenta e contra os avanços da Lava Jato.

A gravação se encontra na PGR e aguarda homologação do Ministro do STF, Teori Zavascki, para anexá-la ao acordo de delação premiada de Sérgio Machado.

Segundo fontes próximas ao Planalto, assessores de Michel Temer confirmaram o encontro do interino com Sérgio Machado.

Dilma dispara no ibope, passou de 18% para 33% de confiança ELA VAI VOLTAR


A expectativa política no Brasil de hoje está ancorada na resposta para a seguinte pergunta: a presidenta Dilma voltará ao poder, ou não voltará, após sofrer um “golpe de Estado suave”, para usar a sublime avaliação sobre o tema feita recentemente pelo papa Francisco?
Não há milagre capaz de sustentar com segurança uma das duas respostas possíveis a essa indagação: não e sim. Nesta ordem. Em princípio, tudo parecia perdido para Dilma, assim como parecia certo para Temer, ganhar a oportunidade de completar o restante do mandato iniciado em 2015.
Antes mesmo de tropeços na ineficiência administrativa do governo provisório e das revelações escandalosas saídas das entranhas do PMDB, surgiu uma mudança importante no comportamento do eleitor favorável à presidenta afastada.
Não é indício. É fato revelado por pesquisa inédita do Ibope, realizada após a consumação do golpe.
“Dilma passou de 18% para 33% de confiança”, diz Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope, em econômica revelação dos resultados da pesquisa feita em meados de maio. Não foi feita avaliação do governo interino. 
Dilma teve crescimento de 15% comparado com números de duas outras pesquisas anteriores. A primeira, já divulgada, realizada em março, entre os dias 17 e 20, e a segunda, em meados de abril, de 14 a 18 (tabela). Esta última inédita.
AvaliaçãoAs duas mostraram certa estabilidade no porcentual de confiança, mas ainda mantinham extremo o grau de desconfiança dos eleitores. Foram realizadas antes dos resultados da votação de admissibilidade do afastamento de Dilma na Câmara e no Senado.
Números da terceira pesquisa, de maio, indicam um impacto forte nos índices “confia”, para cima, e “não confia”, para baixo. A queda da desconfiança é expressiva. Caiu de 76% para 65%. Porcentuais ainda preocupantes. Projeta, porém, tendência de queda.
O resultado surpreende. Dilma, tudo indica, está em processo de recuperação política. A velocidade  do caminho será ditada pelo possível fracasso do governo provisório de Temer.
Montenegro tem algumas explicações. Ele sabe, no entanto, que o Brasil não está diante de um fenômeno e alerta para um “erro” cometido pela mídia. Ela punha o foco na baixa avaliação do governo. Destacavam o “bom e ótimo” que desceu a 8%. Quase no fundo do poço. Deixava de lado, no entanto, o porcentual da resposta “Regular”.
“Existe o regular positivo. Não se deu atenção a isso. Muita gente veio do regular”, diz Montenegro. Um erro politicamente premeditado. Inserido perfeitamente no contexto do golpe.
Montenegro medita sobre a relação do grupo de eleitores “criados” pela solidariedade à Dilma. “Ainda não sei em que proporção”, admite.
Resta agora aguardar as próximas pesquisas. Elas podem inquietar alguns senadores.